Comunicados dos Bispos da Conferência Episcopal de Moçambique: CEM

“Estamos preocupados com a crescente deterioração dos valores éticos e sociais no país. Visíveis nas dívidas ocultas que permanecem incompreensivelmente não resolvidas e sem responsabilidade a ninguém, nos raptos freqüentes que semeiam o medo e o seguro, na violência generalizada, nas manifestações da intolerância, na degradação da qualidade do A vida, no aumento do fosso entre os poucos que param a riqueza e o poder e o povo cada dia mais empobrecido, é paradoxal que, por um lado, a população cresce e, por outro, diminui a produção e a degradação das condições sanitárias, a fim , na falta de coerência entre o que é dito e o que é feito. Infelizmente, está a tornar-se uma forma de estar em Moçambique para prometer uma coisa e fazer outra ou omitir e privatizar informações às quais todos têm o direito de acesso. “

(Carta dos Bispos de Moçambique. 19 de abril de 2018)

 

Reunião com o Presidente da República

“Além da quarta edição do concerto de Natal organizado pela Nunciatura Apostólica, sua Excelência o Presidente da República, o Sr. Felipe Jacinto Nyusi, teve um momento de encontro com a gente, os bispos.

Ele partilhou a situação do país, o processo de paz, a sua recente visita à Santa Sé e a audiência com o Papa Francisco.

Na nossa mensagem, Felicitamo-lo pelo convite que dirigiu ao Papa Francisco para visitar o nosso país, um deleite que já tinha sido dirigido ao Papa pelo CEM em 2016, e pelos nobres passos que ele deu para a paz.

Manifestamos também a nossa preocupação com os acontecimentos perturbantes que se realizaram nas recentes eleições e que podem criar obstáculos ao processo de paz e ao caminho da reconciliação. Ressaltamos também que “a paz-como recorda o Concílio Vaticano II-não é a ausência de guerra; Tampouco é reduzido ao estabelecimento do equilíbrio entre forças adversas, nem resulta da dominação desáptica. Com toda a exatidão e decoro é chamado “trabalho de Justiça” (GS 78).

Reiteramos a importância do diálogo sincero e da transparência, pois só assim podemos encontrar as melhores formas de ultrapassar as divergências, aumentar a confiança mútua e garantir a reconciliação, a base e a condição para a construção de um Sociedade integrada, estável e pluralista, capaz de garantir um futuro de prosperidade para todos “

(Carta dos Bispos de Moçambique. 12. 11,2018)

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