De 1 a 5 de Março, de 2017, a Equipa ANIMAG, realizou mais uma semana missionária, na Quinta do Anjo, Diocese de Setúbal, em colaboração com o Pároco e com Agentes de Pastoral da Paróquia. Com um profundo sentido de missão itinerante para além da Paróquia, os missionários estiveram presentes, em distintos bairros: Cabanas, Olhos D’Água e Palmela.

Participaram 21, religiosos/as dos Institutos missionárias presentes em Portugal. Desde a India, México, Brasil, Tanzânia, Timor, Itália e Portugal. Um grupo de Missionários Internacionais, com culturas muito diversas, que são um grande enriquecimento.

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 “Ai de mim se não evangelizar” (1Cor9,16).

Movidos pela mesma necessidade de Paulo, de anunciar Cristo e pela palavra do Papa Francisco: “Fiel ao modelo do Mestre, é vital que hoje a Igreja saia para anunciar o Evangelho a todos, em todos os lugares, em todas as ocasiões, sem demora, sem repugnância e sem medo. A alegria do Evangelho é para todo o povo, não se pode excluir ninguém.’’ (Nº22).
SEMANA MISIONERA 4Os Religiosos, juntamente com os Agentes Pastorais da Quinta do Anjo, uniram-se para dar testemunho de sua fé e ser sinal de unidade no meio de um povo simples e bom, indo ao encontro dos que tanto necessitam de uma palavra amiga, de alegria e de esperança.

O tema da missão: ‘Com o Anjo de Portugal vamos guiados por Maria’. Com o principal objetivo: Criar uma comunidade aberta, acolhedora e missionária. Envolvida também a paróquia para o grande acontecimento do Centenário das Aparições de Fátima, que terá lugar no dia 13 de Maio de 2017. Só a ‘alegria do amor’ («Amoris Laetitia») vence o desânimo e o desespero, e torna-nos capazes de empreendimentos ousados, sem medo do futuro, e sem lamentações pelo passado. Só a ‘alegria do amor’ cura feridas do nosso ‘eu’, as feridas do coração, carente de reconhecimento, de afecto, em suma: de ser amado.

A paróquia Quinta do Anjo é muito extensa, numerosa e heterogénea. Tem uns 35.00 habitantes; muitos imigrantes provenientes dos países lusófonos e também migrantes portugueses, especialmente do norte do país e Beira Baixa.

A nossa ação missionária, atingiu todos os grupos e movimentos da paróquia, Catequese dada às Crianças, Adolescentes Escuteiros, na escola com os adolescentes, Centros Sociais, Lar de Idosos, além de outros grupos e as Instituições.

O encontro com as crianças e jovens nas escolas foi muito positivo. Os jovens mostraram-se interessados e recetivos e os professores colaboraram com alegria.

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Realizamos também a evangelização de rua e de porta-a-porta, sempre acompanhados pelos leigos missionários da paróquia, o que foi ótimo, pois todos conheciam bem o terreno.

Todos os dias antes de partir para a missão, tínhamos começamos o dia com a oração de Laudes e Eucaristia. A Adoração do Santíssimo exposto, durante 24 horas, foi um momento forte da Semana. Como diz o Papa Francisco: “É preciso cultivar sempre um espaço interior que dê sentido cristão ao compromisso e à actividade. Sem momentos prolongados de adoração, de encontro orante, com a Palavra e o diálogo sincero com o Senhor, as tarefas facilmente se esvaziam de significado… A Igreja não pode dispensar o pulmão da oração’’. (Nº 262 A Alegria do Evangelho).

A semana terminou com um dia de retiro e reflexão, apoiado no Tempo Litúrgico que toda a Igreja está a viver: ‘A Quaresma’. Já ao final do dia houve um animado convívio preparado pela comunidade paroquial, que contou com um menu muito variado, satisfazendo assim todos os gostos e paladares. Onde não faltou música, muita alegria e animação. Gerou-se um ambiente muito fraterno…

A Igreja existe para evangelizar. Sem abertura missionária, as pessoas e as comunidades guardam o “dom” da fé na gaveta e tornam-se em “cristãos isolados, estéreis e doentes”. Com o Grupo Missionário Paroquial (GMP) a animar os pequenos Cenáculos, a comunidade cresce na fé e ganha saúde capacidade de a comunicar aos outros. Temos consciência que somos chamados a transmitir o evangelho de uma maneira humilde, contemplativa e em diálogo; somos chamados a participar numa atividade que tem o próprio Deus como fonte e como fim. A missão é de Deus, que olha o mundo e nele age com poder criativo e transformador. A missão é de Deus e nós somos chamados a participar neste projeto que vem d’Ele.
Lisboa
Ir. Adelaide Varanda
Missionária Dominicana

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